A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira tarifária será verde no mês de janeiro de 2026. A decisão significa que os consumidores não terão cobrança extra na conta de luz no início do próximo ano.
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| Foto: Ilustrativa |
No mês de dezembro, esteve em vigor a bandeira amarela, que acrescentou R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos. Antes disso, em novembro, a Aneel havia mantido a bandeira vermelha patamar 1, o que resultou em um custo adicional de R$ 4,46 a cada 100 kWh.
De acordo com a Aneel, mesmo com registros de chuva abaixo da média histórica, os níveis dos reservatórios das hidrelétricas se mantiveram estáveis nos últimos meses em grande parte do país. Esse cenário reduz a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado, evitando cobranças adicionais aos consumidores.
O sistema de bandeiras tarifárias é utilizado para indicar as condições de geração de energia elétrica. Quando a produção se torna mais onerosa, principalmente com o uso de termelétricas, os valores extras são repassados automaticamente às contas de luz.
A agência reguladora também destacou a importância do consumo consciente de energia, mesmo em períodos considerados favoráveis, ressaltando que a economia contribui para a preservação dos recursos naturais e para o equilíbrio do setor elétrico.
Segundo a Aneel, a aplicação da bandeira amarela em dezembro ocorreu pela primeira vez desde 2019. Já entre setembro de 2021 e abril de 2022, o país enfrentou o período de escassez hídrica, quando vigorou uma bandeira específica devido às condições hidrológicas adversas.
Atualmente, as bandeiras tarifárias possuem os seguintes valores:
- bandeira verde: sem cobrança adicional;
- bandeira amarela: R$ 18,85 por MWh, equivalente a R$ 1,88 a cada 100 kWh;
- bandeira vermelha patamar 1: R$ 44,63 por MWh, ou R$ 4,46 a cada 100 kWh;
- bandeira vermelha patamar 2: R$ 78,77 por MWh, ou R$ 7,87 a cada 100 kWh.
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