A entrada em operação de uma mina de fosfato em Lavras do Sul marca uma nova etapa para a Águia Fertilizantes, que pretende ampliar sua presença no setor e superar R$ 350 milhões em investimentos no Rio Grande do Sul até 2028. O projeto envolve diretamente os municípios de Lavras do Sul e Caçapava do Sul e ocorre em um momento de incertezas no mercado de fertilizantes, com empresas do segmento reduzindo ou reavaliando investimentos.
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| Foto: divulgação |
De acordo com as informações da empresa, aproximadamente R$ 230 milhões já foram destinados ao desenvolvimento do empreendimento ao longo dos últimos anos. O planejamento prevê ainda novos aportes para a construção de uma unidade industrial próxima à mina, além de recursos voltados ao licenciamento ambiental e à expansão das áreas de exploração mineral.
Localizada em Lavras do Sul, a mina começou a operar após a obtenção da licença ambiental necessária para o início das atividades. Estudos realizados pela companhia apontam a existência de um amplo volume de recursos minerais na área, permitindo a manutenção da produção por vários anos.
A produção inicial será concentrada no fosfato natural, produto destinado principalmente às lavouras de soja, milho, arroz, trigo e às áreas de pastagem. A empresa destaca que os resultados obtidos em testes agronômicos realizados nos últimos anos reforçaram a viabilidade comercial do fertilizante.
Para viabilizar a chegada do produto ao mercado, a companhia utilizará uma estrutura industrial instalada em Caçapava do Sul. A unidade será responsável pelo processamento inicial do fertilizante comercializado sob a marca Pampafos.
Segundo o gerente-geral da empresa no Brasil, Diego Boeira, a expectativa é produzir cerca de 70 mil toneladas do produto em 2026. O plano de expansão inclui a construção de uma nova planta industrial junto à mina de Três Estradas, em Lavras do Sul, elevando significativamente a capacidade produtiva nos anos seguintes.
Com a nova estrutura, prevista para entrar em operação a partir de 2028, a produção poderá alcançar até 450 mil toneladas por ano. A estratégia também contempla o aproveitamento de outro depósito de rocha fosfática localizado nas proximidades de Caçapava do Sul, que poderá futuramente passar pelo processo de licenciamento ambiental.
Além dos projetos em andamento em Lavras do Sul e Caçapava do Sul, a empresa mantém pesquisas em outras áreas identificadas no Estado. Paralelamente, o grupo controlador possui empreendimentos voltados à mineração de ouro, prata e cobre na Colômbia, enquanto avalia novas oportunidades para exploração de cobre em território brasileiro.
A empresa também informou que já recebe interesse de compradores de outros estados da Região Sul e iniciou os trâmites para comercializar o fertilizante no Uruguai. Apesar disso, o foco inicial da operação permanece voltado ao atendimento da demanda do mercado gaúcho.

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