Ticker

20/recent/ticker-posts

Operação do GAECO mira facção criminosa e cumpre 30 mandados de prisão na Fronteira Oeste

O Ministério Público do Rio Grande do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou nesta quinta-feira (11) a Operação Aliança Velada, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção. A ação contou com apoio da Brigada Militar e da Polícia Penal e integra a quarta edição da Operação Convergência Nacional RS.

Foto: MP RS

Ao todo, foram expedidos 30 mandados de prisão preventiva, sendo que 10 deles têm como alvo lideranças que, conforme as investigações, comandavam atividades criminosas de dentro de estabelecimentos prisionais. Também foram cumpridos 40 mandados de busca e apreensão e determinado o bloqueio judicial de R$ 27,8 milhões. As ações ocorreram principalmente nos municípios de Uruguaiana e Itaqui, além de São Borja, Charqueadas, Novo Hamburgo, Triunfo, Viamão e Porto Alegre.

De acordo com as informações divulgadas pelo Ministério Público, o grupo criminoso contava com a participação de dois policiais penais investigados por facilitar a entrada de celulares e drogas em unidades prisionais mediante pagamento. Os servidores também são suspeitos de atuar como intermediários financeiros da organização.

Até o início da tarde desta quinta-feira, haviam sido realizadas 24 prisões, além da apreensão de 62 celulares, 38 notebooks, oito veículos, duas armas de fogo e aproximadamente R$ 17,8 mil em dinheiro. A operação mobilizou 335 agentes.

As investigações apontam que a organização possuía 43 integrantes distribuídos em diferentes núcleos, responsáveis por funções gerenciais, operacionais, financeiras e de corrupção estatal. Em um período de 16 meses, o grupo teria movimentado cerca de R$ 55,7 milhões.

Segundo o coordenador estadual do GAECO, promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas, a apuração identificou uma estrutura criminosa organizada, com hierarquia definida e sustentada por esquemas de corrupção dentro do sistema prisional.

A investigação teve início após a análise de um telefone celular apreendido durante uma operação realizada em julho do ano passado. A partir das informações obtidas, os investigadores identificaram a atuação de líderes dentro e fora das prisões, além de mecanismos utilizados para ocultar recursos por meio de contas de terceiros, empresas de fachada, aquisição de veículos, imóveis e até o financiamento de uma organização não governamental na Fronteira Oeste.

Entre as medidas determinadas pela Justiça estão o sequestro de 30 veículos e três imóveis, o afastamento dos servidores investigados e a transferência de dois apenados considerados estratégicos para o esquema criminoso. Os investigados poderão responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros delitos relacionados ao tráfico de drogas, roubos e homicídios.

Postar um comentário

0 Comentários

Ad Code