A cultura da soja concentra a maior parte das áreas agrícolas do Rio Grande do Sul nesta safra e permanece majoritariamente em estágios reprodutivos. Atualmente, cerca de 18% das lavouras estão em floração e 67% em enchimento de grãos, fases decisivas para a definição da produtividade. Outras áreas já entram em maturação, representando 11% do total, enquanto a colheita ainda ocorre de forma pontual e sem expressão estatística no Estado.
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| Foto: Cotrisul/ Memória |
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, as chuvas registradas recentemente contribuíram para a recuperação parcial de lavouras que enfrentavam restrição hídrica mais intensa, especialmente nas regiões com maior área cultivada. Mesmo assim, em muitas áreas a reposição de umidade foi insuficiente, principalmente em solos rasos, onde persistem dificuldades no enchimento dos grãos e redução no peso específico.
A área cultivada com soja no Rio Grande do Sul é estimada em 6.742.236 hectares. Segundo a Emater/RS-Ascar, o desempenho das lavouras ainda depende das condições climáticas nas próximas semanas, já que a maior parte das plantas permanece em fases críticas do desenvolvimento.
Entre as demais culturas de verão, o milho apresenta avanço significativo na colheita, que já alcança 64% da área cultivada no Estado. Outras lavouras, que correspondem a 17%, estão em fase de maturação, enquanto 19% ainda se encontram em desenvolvimento vegetativo ou enchimento de grãos, etapas que continuam dependentes de chuvas regulares para garantir o potencial produtivo.
No caso do arroz, a cultura avança para a fase final do ciclo, com intensificação gradual da colheita em diversas regiões produtoras. A alternância entre períodos de instabilidade e dias ensolarados tem favorecido a redução da umidade dos grãos e permitido o avanço das operações nas lavouras. A área cultivada com arroz no Estado é de 891.908 hectares, com produtividade média projetada em 8.752 quilos por hectare.
Outras culturas também seguem em diferentes estágios no Rio Grande do Sul. O feijão da primeira safra já teve a semeadura concluída e as áreas remanescentes estão nas fases finais de desenvolvimento. Já o feijão da segunda safra foi plantado em área menor do que a inicialmente prevista, influenciado pela falta de umidade em algumas regiões durante o período de semeadura e pela insatisfação de produtores com as cotações do produto no mercado.

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