O Rio Grande do Sul passou a integrar o mapa brasileiro das terras raras, um conjunto de 17 elementos químicos considerados estratégicos para a produção de tecnologias avançadas, como equipamentos eletrônicos, baterias e soluções ligadas à transição energética. Pesquisas realizadas na Região Central, especialmente em Caçapava do Sul, indicam potencial geológico, embora a exploração comercial ainda esteja distante.
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| Foto: UFSM/ divulgação |
O Brasil possui uma das maiores reservas mundiais desses minerais, mas enfrenta dificuldades estruturais para avançar nas etapas de refino, separação e agregação de valor. De acordo com especialistas, essa limitação mantém o país dependente do mercado externo em fases decisivas da cadeia produtiva, reduzindo o aproveitamento econômico das jazidas existentes.
No caso gaúcho, estudos conduzidos pela Universidade Federal de Santa Maria identificaram indícios promissores na região de Caçapava do Sul, resultado que ampliou o interesse científico e institucional sobre o tema. A pesquisadora Lucy Chemale, do Serviço Geológico do Brasil, avalia que o Estado ainda está em fase inicial de conhecimento geológico, mas já demonstra relevância no cenário nacional, segundo análises técnicas apresentadas em debate recente.
Apesar do potencial, o avanço depende de investimentos em pesquisa detalhada, licenciamento ambiental, infraestrutura e políticas voltadas à industrialização dos minerais. Especialistas destacam que o desenvolvimento desse setor exige planejamento de longo prazo, integração entre universidades, órgãos públicos e iniciativa privada, além de cuidados ambientais rigorosos.
Enquanto isso, o Rio Grande do Sul segue na etapa de estudos e mapeamento, buscando consolidar informações que possam, no futuro, transformar o potencial das terras raras em oportunidade econômica e tecnológica para o Estado.

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