A proposta de criação de duas unidades de conservação federais no Bioma Pampa motivou manifestações contrárias de entidades representativas do setor agropecuário no Rio Grande do Sul.
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| Foto: divulgação |
A iniciativa prevê a implantação da Área de Proteção Ambiental Campos Missioneiros e dos Refúgios de Vida Silvestre dos Campos Finos e Pau-ferral, abrangendo cerca de 160 mil hectares em áreas que incluem os municípios de Santiago, Bossoroca, Santo Antônio das Missões, Itacurubi e Unistalda.
O projeto foi apresentado com a justificativa de preservar remanescentes do Pampa, bioma que perdeu aproximadamente 30% de sua vegetação original nas últimas décadas, de acordo com dados técnicos utilizados na elaboração da proposta. As federações, no entanto, avaliam que a criação das unidades pode gerar impactos negativos sobre a produção agropecuária e limitar atividades econômicas já consolidadas na região.
Em nota assinada pelo presidente do Sistema Farsul, Domingos Velho Lopes, a entidade defende que a preservação ambiental deve ocorrer por meio de instrumentos e políticas públicas que conciliem conservação e produção, utilizando mecanismos já previstos na legislação. O posicionamento ressalta que o setor rural mantém histórico de convivência com a preservação ambiental, com cumprimento das normas vigentes e adoção de práticas consideradas seguras.
A Fetag-RS também se posicionou oficialmente e solicitou a suspensão dos estudos para a criação da unidade de conservação nos Campos Missioneiros. A federação argumenta que, no momento, não existe um ambiente político e social favorável para um diálogo democrático e construtivo sobre o tema, segundo trecho divulgado pela entidade em sua manifestação pública.

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