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Chuvas recentes amenizam impactos da estiagem e favorecem lavouras de soja no RS

As precipitações registradas entre os dias 12 e 15 de fevereiro trouxeram alívio temporário às lavouras de soja no Rio Grande do Sul, que vinham sofrendo com a escassez de chuva nas semanas anteriores. A umidade voltou ao solo em diversas áreas, especialmente na Fronteira com o Uruguai e no Centro-Oeste do Estado, contribuindo para a recuperação parcial das plantas e reduzindo os efeitos do déficit hídrico, de acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar.

Foto: divulgação 

Apesar da melhora recente, ainda há grande variação no potencial produtivo entre as lavouras. A irregularidade das chuvas e as altas temperaturas provocaram diferenças significativas nas condições de desenvolvimento, o que mantém a incerteza em relação à produtividade final. Algumas áreas ainda podem alcançar resultados próximos do esperado inicialmente, desde que o regime de chuvas se mantenha nas próximas semanas. No entanto, regiões com estiagem prolongada já registram perdas consolidadas, principalmente em solos rasos, arenosos e em áreas mais elevadas.

Atualmente, cerca de 85% das lavouras estão na fase reprodutiva, sendo 35% em florescimento e 50% em enchimento de grãos, período considerado decisivo para a definição do rendimento. Em áreas mais prejudicadas, são observados sinais como envelhecimento precoce das plantas, queda de flores e vagens e redução da área foliar. Por outro lado, lavouras cultivadas em solos com maior retenção de água apresentam melhor condição fisiológica e maior potencial produtivo. Não há registros expressivos de pragas, embora ocorram ações pontuais de controle de ácaros, tripes e percevejos, além de monitoramento da ferrugem-asiática, com aplicações preventivas de fungicidas, segundo o levantamento técnico.

Entre as demais culturas de verão, o milho já teve 58% da área colhida, com resultados satisfatórios nas regiões onde houve precipitações adequadas. No entanto, as lavouras restantes apresentam desempenho irregular, influenciado pela falta de chuva em fases importantes do desenvolvimento. O milho destinado à silagem também foi afetado pela estiagem, com redução no crescimento em áreas com manejo menos eficiente, enquanto lavouras com solo bem estruturado mantêm produção considerada adequada.

A colheita do feijão da primeira safra está praticamente concluída nas regiões de plantio antecipado, enquanto áreas com plantio tardio ainda estão em desenvolvimento. Já o feijão da segunda safra apresenta bom início, apesar das condições de calor e baixa umidade. O arroz, por sua vez, mantém desenvolvimento satisfatório, favorecido pela irrigação e pela radiação solar elevada, com expectativa de produtividade dentro das projeções iniciais, desde que as condições climáticas permaneçam favoráveis.

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