A reforma da Ponte do Fandango entrou em uma etapa decisiva com o início da fase considerada mais crítica do cronograma. Após a interdição total da estrutura, equipes da construtora responsável concentram os trabalhos em intervenções profundas, que incluem a demolição da parte seca da travessia, localizada sobre o acesso às areeiras do Seringa.
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| Foto: divulgação |
A demolição permitirá o içamento do tabuleiro e da estrutura metálica da ponte para cerca de três metros de altura, procedimento previsto no projeto de engenharia aprovado junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Por questões de segurança, o acesso ao local permanece restrito devido à intensidade das atividades no canteiro de obras.
O bloqueio total do tráfego viabiliza a execução de serviços de alta complexidade técnica, impossíveis de serem realizados com circulação de veículos. De acordo com o planejamento apresentado, a interdição deve se estender por aproximadamente cinco meses, período em que serão realizadas intervenções estruturais no concreto armado, com foco na modernização e no reforço da ponte.
Durante essa etapa, materiais antigos serão removidos seguindo critérios técnicos rigorosos, abrindo espaço para novos elementos estruturais. A expectativa é ampliar a capacidade de carga, aumentar a segurança e adequar a travessia às atuais demandas do tráfego urbano e regional.
Como alternativa para a travessia do Rio Jacuí enquanto a ponte permanece fechada, está em operação uma balsa gratuita, disponível 24 horas por dia, atendendo veículos e pedestres no deslocamento entre Cachoeira do Sul e a BR-290. A administração municipal solicitou o reforço do serviço com uma segunda embarcação, devido às longas filas registradas nos horários de maior movimento.
Embora o prazo de cinco meses seja a referência inicial, o cronograma poderá sofrer ajustes conforme o andamento das obras e a influência de fatores climáticos, especialmente com a aproximação do inverno e o risco de novas cheias do rio. Segundo o DNIT, a conclusão da obra é considerada fundamental para a logística regional, já que a ponte integra um corredor estratégico de ligação entre importantes rodovias do Estado.
Até a liberação definitiva da travessia, moradores e motoristas devem seguir utilizando a balsa e acompanhar os comunicados oficiais sobre possíveis alterações no cronograma e na organização do trânsito.

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