Lavras do Sul vive a expectativa de uma nova etapa de exploração de ouro, atividade que faz parte da história do município há mais de dois séculos. O projeto atualmente em desenvolvimento prevê a implantação de uma grande estrutura de mineração, com investimentos estimados em US$ 250 milhões e início da produção comercial projetado para 2029.
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| Foto: Reprodução |
De acordo com informações apresentadas por representantes da Lavras do Sul Mineração durante reunião realizada na segunda-feira (14), a iniciativa poderá alcançar uma produção anual de 100 mil onças de ouro, equivalente a pouco mais de 3,1 toneladas do metal. A estimativa divulgada pela empresa aponta uma movimentação de aproximadamente US$ 440 milhões, ou cerca de R$ 2,3 bilhões, por ano.
A apresentação ocorreu na Reitoria da Urcamp e reuniu executivos da empresa, integrantes de uma frente regional voltada à discussão do empreendimento e o ex-prefeito de Lavras do Sul, Sávio Johnston Prestes. A proposta apresentada busca aproximar instituições de ensino, poder público e iniciativa privada das perspectivas relacionadas à retomada da mineração de ouro na região.
O empreendimento é liderado pela canadense Lavras Gold Corp., através da Lavras do Sul Mineração Ltda. O chamado Projeto LDS possui aproximadamente 22 mil hectares sob controle da companhia e conta com mais de 26 alvos mapeados para exploração mineral.
As pesquisas realizadas indicam recursos estimados em cerca de 1 milhão de onças de ouro. Caso o cronograma previsto seja mantido, a construção da estrutura necessária para a operação deverá ser concluída em 2028, preparando o empreendimento para as primeiras atividades comerciais no ano seguinte.
A geração de empregos também aparece entre as principais projeções. Atualmente, aproximadamente 100 profissionais já trabalham no projeto, enquanto a estimativa para a operação em plena capacidade chega a pelo menos 800 empregos diretos.
Outro aspecto em discussão envolve as regras para investimentos na chamada faixa de fronteira. Conforme os representantes do empreendimento, aproximadamente 60% do território gaúcho está inserido nessa área, abrangendo principalmente municípios da Campanha e da Fronteira Oeste. A frente regional defende mudanças nas atuais restrições relacionadas à participação de investimentos internacionais na mineração.
A retomada da atividade ocorre em uma região que possui uma longa relação com a extração do ouro. Em Lavras do Sul, a exploração começou no final do século XVIII e atingiu seu auge entre 1865 e 1940, período que marcou profundamente a história econômica do município.
Os aspectos ambientais também integram o planejamento do projeto. Os Estudos de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental têm previsão de conclusão até outubro de 2026. Enquanto essa etapa avança, a empresa informa que desenvolve projetos comunitários e ações relacionadas à preservação do Bioma Pampa.
A proposta apresentada ainda considera a manutenção de atividades econômicas tradicionais da região, como a produção agropastoril, dentro da perspectiva de implantação do empreendimento.

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