Um fertilizante produzido no Rio Grande do Sul a partir de fosfato retirado de uma jazida em Lavras do Sul começa a ser comercializado no Estado. O Pampafos, da Aguia Fertilizantes, foi desenvolvido como uma opção de adubação que combina fósforo com outros nutrientes presentes naturalmente na matéria-prima.
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| Foto : Publique Agência |
Uma das características do produto é a liberação progressiva do fósforo no solo. Cerca de 20% do nutriente é disponibilizado inicialmente, enquanto a parcela restante é liberada durante as semanas seguintes.
A característica ganha importância principalmente em áreas de solos ácidos, comuns no Rio Grande do Sul. A liberação ao longo do tempo permite que o nutriente permaneça disponível para absorção pelas plantas de forma gradual.
O produto passou por avaliações agronômicas desde 2019. Os experimentos foram realizados em seis tipos de solo e incluíram lavouras de soja, arroz, milho, trigo, aveia e azevém.
Segundo a empresa, os testes apresentaram resultados que, conforme as condições de cultivo, chegaram a se equiparar ou superar o desempenho de fertilizantes fosfatados já comercializados.
Além da composição multinutriente, o Pampafos é produzido sem processos químicos. A empresa aponta o produto como uma alternativa voltada à fertilidade e à saúde do solo e também à possibilidade de diminuir despesas na produção agrícola.
Com a chegada do fertilizante ao mercado, produtores gaúchos passam a contar com uma nova opção fabricada no próprio Estado e que utiliza como matéria-prima o fosfato proveniente de Lavras do Sul.

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