Os médicos da Santa Casa de Bagé vão decidir nos próximos dias se parte das restrições adotadas nos atendimentos do hospital poderá ser suspensa. A avaliação ocorre após o pagamento de três dos dez meses de honorários em atraso, realizado pela instituição, que enfrenta dificuldades financeiras. As limitações nos serviços estão em vigor desde junho e atingem diferentes setores da unidade.
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| Foto: (Simers) |
De acordo com o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), o assunto foi debatido durante uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), quando a direção da Santa Casa apresentou um planejamento financeiro para reduzir gradualmente a dívida com o corpo clínico. A proposta prevê pagamentos mensais de, no mínimo, 70% dos valores devidos, além da utilização de recursos extraordinários sempre que houver disponibilidade.
Na última etapa de pagamentos, a instituição quitou cerca de R$ 4 milhões em débitos, dos quais aproximadamente R$ 3,1 milhões tiveram origem em emendas parlamentares. A direção também afirmou que pretende ampliar a transparência sobre a situação financeira do hospital, embora não exista previsão de novos repasses extraordinários no curto prazo devido ao período eleitoral.
Conforme definido na assembleia, cada especialidade médica irá avaliar quais restrições poderão ser encerradas. O diretor da Região Fronteira Oeste do Simers, Felipe Cunha, destacou que a entidade continuará acompanhando as negociações e reforçou que os pagamentos precisam continuar para evitar que a dívida volte a crescer.
As restrições de atendimento estão em vigor desde 15 de junho e incluem a limitação de serviços em diferentes áreas da Santa Casa de Bagé. Como os atrasos salariais não são iguais para todos os profissionais, parte do corpo clínico ainda não recebeu qualquer parcela dos valores pendentes. Por isso, a retomada dos atendimentos poderá ocorrer de forma gradual, conforme a situação de cada especialidade.

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