Uma operação policial realizada na manhã desta quinta-feira (23) desarticulou parte de um esquema investigado por abigeato e abate clandestino em Pelotas. A ação resultou na prisão em flagrante de um suspeito por maus-tratos a animais e na apreensão de aproximadamente meia tonelada de carne considerada imprópria para o consumo humano.
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| Foto: Polícia Civil RS |
De acordo com a Polícia Civil, a Operação Sangradouro foi coordenada pela 9ª Delegacia de Polícia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato (9ª Decrab), com apoio da Vigilância Sanitária. Ao todo, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos em imóveis localizados na Colônia Z3, Laranjal e em áreas próximas aos arroios Pelotas e São Gonçalo, locais apontados como estratégicos para o funcionamento do esquema. Durante as diligências, os agentes também autuaram responsáveis pelos estabelecimentos fiscalizados por infrações sanitárias e crimes contra as relações de consumo.
Conforme informou a delegada Paula Vieira, as investigações identificaram um grupo suspeito de envolvimento em diversos furtos de animais na região e de utilizar um abatedouro clandestino para processar bovinos e equinos antes da comercialização ilegal da carne. Em um dos pontos vistoriados, às margens do Arroio Pelotas, foram encontrados cerca de 100 quilos de carne, utensílios utilizados no abate dos animais e uma embarcação que, segundo a investigação, era empregada na logística do grupo criminoso.
Ainda conforme a delegada, os bovinos eram transportados já abatidos pelo rio, rebocados por embarcações, enquanto os equinos eram conduzidos vivos até o local onde ocorria o abate clandestino. Depois disso, a carne era distribuída de forma irregular. Nos estabelecimentos inspecionados na Colônia Z3, as equipes recolheram outros 400 quilos de carne bovina armazenada em condições inadequadas, contrariando as exigências sanitárias.
A Polícia Civil também apreendeu diferentes tipos de carne que passarão por perícia para identificar sua origem. Há suspeita de que parte do material seja proveniente de animais silvestres, hipótese que ainda depende de confirmação técnica. O homem apontado como responsável pelo abatedouro clandestino não foi localizado durante a operação, mas já foi identificado pelos investigadores. As apurações seguem para esclarecer a origem da carne apreendida, identificar outros participantes do esquema e verificar a relação do grupo com casos recentes de abigeato registrados na região.

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