O governo federal deve publicar nos próximos dias uma resolução que permitirá acelerar o licenciamento ambiental de projetos de mineração considerados estratégicos. A proposta prevê prazo máximo de 12 meses para análise e autorização de empreendimentos voltados à exploração de minerais críticos, como lítio, cobre, níquel, grafita e terras raras, insumos essenciais para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, turbinas eólicas, painéis solares e tecnologias de defesa.
![]() |
| Foto: UFSM/ Memória/ Ilustrativa |
De acordo com informações do Jornal Folha de S.Paulo, os projetos poderão ser enquadrados no Licenciamento Ambiental Especial (LAE), modalidade que reúne em uma única licença as etapas prévia, de instalação e de operação. A iniciativa busca reduzir a burocracia e dar maior previsibilidade aos investimentos em minerais considerados estratégicos para o país.
No Rio Grande do Sul, a medida pode beneficiar projetos relacionados às terras raras em Caçapava do Sul e São Sepé. Em Caçapava do Sul, o potencial mineral do município já desperta interesse de empresas e pesquisadores. Em São Sepé, a empresa canadense Canamera Energy Metals iniciou neste ano uma campanha de sondagens para avaliar o potencial de ocorrência de terras raras em argilas iônicas. Os trabalhos estão em fase inicial de exploração mineral e têm como objetivo verificar a viabilidade técnica da possível mineralização antes de qualquer etapa de desenvolvimento do projeto.
A proposta do governo federal é defendida pelo setor mineral por reduzir o tempo necessário para análise de projetos considerados estratégicos. Por outro lado, especialistas da área ambiental alertam que a concentração das etapas do licenciamento pode diminuir o período destinado à avaliação dos impactos ambientais e sociais, especialmente em empreendimentos de maior porte.
Segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), a criação de um rito prioritário para projetos de minerais críticos é compatível com o potencial brasileiro de ampliar sua participação na cadeia global da transição energética, desde que sejam mantidos o rigor técnico e a proteção socioambiental durante o processo de licenciamento.

0 Comentários