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Viagem entre Caçapava do Sul e Cachoeira do Sul chega a durar quatro horas e meia após reforma da Ponte do Fandango

Passageiros que precisam se deslocar de Caçapava do Sul até Cachoeira do Sul devem ficar atentos às mudanças no itinerário do transporte intermunicipal após o início das obras de reforma da Ponte do Fandango, principal ligação de Cachoeira do Sul com a BR-290 e outros municípios da região Central do Estado.

Foto: Ilustrativa 

A reportagem percorreu o trajeto para verificar as condições da viagem e constatou mudanças significativas no percurso realizado pelos ônibus da empresa São João. Muitas pessoas acreditavam que os coletivos estariam utilizando a balsa para atravessar o Rio Jacuí, porém isso não está ocorrendo.

De acordo com informações apuradas na rodoviária de Cachoeira do Sul, os ônibus enfrentariam dificuldades para embarcar na balsa, além de outros fatores operacionais que inviabilizaram a utilização do serviço para o transporte coletivo.

Com isso, o trajeto passou a ser feito por uma rota alternativa. O coletivo sai de Caçapava do Sul, segue por Pântano Grande, passa por Rio Pardo e posteriormente chega a Cachoeira do Sul. Parte do percurso ocorre em estrada de chão, em condições consideradas ruins pelos passageiros e motoristas.

Segundo relatos obtidos pela reportagem durante a viagem, o novo itinerário aumentou significativamente o tempo de deslocamento. O percurso atualmente leva cerca de quatro horas e meia para ser concluído.

Durante o trajeto, a reportagem também observou situações que chamaram atenção relacionadas à condução do veículo. Em alguns pontos da viagem, foi constatado o uso de telefone celular por parte do motorista enquanto o ônibus estava em movimento, além de momentos em que o coletivo trafegava em velocidade considerada elevada para as condições da estrada.

Ponte do Fandango deve ser liberada em julho, mantém DNIT 

As obras da Ponte do Fandango, em Cachoeira do Sul, seguem com previsão de conclusão até o fim do primeiro semestre de 2026, com liberação para operação a partir de julho. A confirmação foi feita pelo superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, Hiratan Pinheiro, durante coletiva realizada nesta semana na Federasul.

De acordo com as informações do Dnit, o cronograma precisou ser ajustado em razão da complexidade das etapas finais da obra, que envolvem intervenções estruturais e operacionais consideradas fundamentais para a liberação da travessia. Segundo Hiratan Pinheiro, a programação segue apontando julho como prazo para conclusão, embora ainda não seja possível confirmar uma data exata devido às interferências existentes ao longo dos trabalhos.

Os serviços em andamento incluem ajustes estruturais, conclusão dos acessos e implantação dos sistemas de segurança e sinalização. As etapas são consideradas essenciais para garantir o funcionamento completo da ponte após a entrega.

A obra já alcançou cerca de 90% de execução física e entrou na fase final. A estrutura passou por ampliação após a enchente histórica de 2024, com elevação de 3,14 metros, reforço dos pilares e adequação da capacidade de carga para até 45 toneladas. O projeto também prevê acostamento e passagem para pedestres.

Enquanto a liberação não ocorre, a travessia do Rio Jacuí continua sendo realizada por balsa, alternativa provisória utilizada para manter a ligação entre os dois lados de Cachoeira do Sul. O sistema segue impactando a rotina da população e o transporte regional.

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