Um incêndio de grandes proporções atingiu uma estrutura de secagem de grãos em uma cooperativa localizada às margens da BR-392, em São Sepé, na noite de quarta-feira (15). O local operava com três trabalhadores no momento em que as chamas começaram, e ninguém ficou ferido. A estimativa inicial aponta prejuízo de cerca de R$ 4 milhões, após o colapso da estrutura atingida.
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| Foto: divulgação |
De acordo com as informações da ocorrência, o combate ao fogo se estendeu por mais de 15 horas, incluindo as fases de contenção e rescaldo. Um caminhão e uma viatura do Corpo de Bombeiros Militar permaneceram no local durante a quinta-feira (16), com apoio de caminhão-pipa da Defesa Civil, atuando na eliminação de focos de calor ainda presentes na estrutura, onde havia armazenamento de soja. A unidade fica a cerca de 1,5 km do trevo de acesso a Formigueiro, no sentido Santa Maria–São Sepé.
Durante a madrugada, a temperatura nos silos próximos chegou a aproximadamente 100°C, próximo do limite crítico de 120°C para risco de ignição. Segundo a Defesa Civil de São Sepé, foram mobilizados 10 caminhões-pipa e utilizados mais de 100 mil litros de água para auxiliar no controle das chamas.
O chamado para atendimento foi registrado por volta das 22h38min. O 1º sargento Luciano Pontes, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, relatou que uma guarnição foi enviada imediatamente ao local, sendo reforçada por militares de folga e uma segunda equipe deslocada pouco depois. Já na madrugada, uma viatura de Santa Maria e caminhões da Defesa Civil chegaram para reforçar o combate. A intensidade do calor dificultou a aproximação dos bombeiros, tornando o uso contínuo de água a principal estratégia. O momento mais crítico ocorreu até por volta das 4h, quando a torre do secador acabou desabando.
Conforme explicação dos bombeiros, o equipamento funciona com uma fornalha que aquece o ar para secagem dos grãos. A combustão da soja dentro do sistema provocou obstrução da passagem de ar, mantendo o material aquecido e favorecendo a continuidade do incêndio. A estrutura interna de difícil acesso também dificultou a atuação direta sobre o foco, prolongando o trabalho ao longo do dia seguinte.
A corporação informou ainda que ocorrências desse tipo são mais comuns neste período do ano devido à alta demanda dos equipamentos durante a safra, o que reduz o tempo necessário para o resfriamento adequado do sistema. Após a finalização do rescaldo, a área deve ser interditada para avaliação e posterior desmontagem da estrutura danificada.
Além dos danos estruturais, a cooperativa registrou perda de aproximadamente R$ 200 mil em soja. O presidente da instituição, Claudimir José Piccin, informou que o secador atingido não será recuperado a tempo para esta safra. Apesar disso, outra unidade segue em funcionamento, e a operação será mantida com apoio de demais estruturas da cooperativa para garantir o atendimento aos produtores.

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