A Brigada Militar recebeu, durante solenidade realizada na sexta-feira (27), a placa que oficializa a denominação de um logradouro em Porto Alegre como Rua Cabo Toco. A entrega ocorreu no ato de reinauguração da Biblioteca Museu da instituição, que também marcou a valorização da memória histórica da corporação.
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| - Foto: Soldado PM Wagner Hopf/PM5 |
De acordo com informações institucionais, a homenagem reconhece a trajetória de Olmira Leal de Oliveira, conhecida como Cabo Toco, considerada a primeira mulher a atuar em combate na Brigada Militar ainda na década de 1920. Na época, ela atuava como enfermeira voluntária e participou da defesa de pacientes, além de salvar a vida do comandante João Vargas de Souza durante um ataque ocorrido em Caçapava do Sul, em 1924. A oficialização do nome da rua foi realizada por meio de lei municipal proposta pela vereadora Comandante Nádia Gerhard.
Durante a cerimônia, o comandante-geral da Brigada Militar destacou a importância de preservar a história da corporação e valorizar personagens que contribuíram para sua formação. Segundo o comando da instituição, o reconhecimento também representa um avanço para moradores do local, que passam a contar com um endereço formalizado.
A vereadora responsável pela proposta ressaltou o papel histórico de Cabo Toco, enfatizando sua atuação em um período em que a presença feminina em conflitos era rara. Ela lembrou que a combatente precisou utilizar armamento para proteger a tropa em um momento crítico, reforçando o legado deixado à instituição.
Na mesma solenidade, foi realizada a reinauguração da Biblioteca Museu da Brigada Militar, espaço que reúne mais de 4 mil títulos e preserva documentos históricos sobre a corporação e o Rio Grande do Sul. O acervo inclui coleções doadas por militares e estudiosos, além de obras raras que retratam diferentes períodos da história gaúcha.
Localizada na Rua dos Andradas, no Centro Histórico de Porto Alegre, a biblioteca está aberta ao público para consultas presenciais, voltadas especialmente a pesquisadores e interessados na história da segurança pública e da cultura regional.
* Com informações da jornalista Eliege Fante, servidora civil na PM5/BM

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