O diretor de Infraestrutura Rodoviária do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Fábio Nunes, acompanhado do superintendente regional no Rio Grande do Sul, Hiratan Pinheiro, realizou nesta semana vistoria técnica nas obras de reabilitação da Ponte do Fandango, situada na BR-153/RS, em Cachoeira do Sul.
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| Foto: DNIT |
De acordo com as informações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a comitiva acompanhou o içamento da estrutura metálica, considerada uma das fases mais relevantes da intervenção. Após a conclusão dessa etapa, os trabalhos avançam para a demolição dos pilares dos viadutos de acesso, reconstrução das novas estruturas, implantação de passarela externa para pedestres e alargamento das faixas de rolamento.
Segundo o diretor de Infraestrutura Rodoviária do DNIT, Fábio Nunes, trata-se de uma ação inédita conduzida pela autarquia. Ele afirmou que estão sendo empregadas técnicas inovadoras de engenharia com o objetivo de entregar uma estrutura mais moderna, padronizada e, principalmente, mais segura aos usuários.
Com investimento aproximado de R$ 70 milhões, a intervenção integra o Programa de Manutenção e Reabilitação de Estruturas (PROARTE) e prevê a recuperação completa da Obra de Arte Especial (OAE). O projeto inclui o reforço estrutural dos viadutos de acesso e a ampliação da capacidade de carga do trem-tipo, que passa de 24 para 45 toneladas, em conformidade com a legislação vigente.
Também está prevista a elevação da estrutura em 3,14 metros como medida preventiva contra enchentes. Desde 2021, a ponte operava com restrição para veículos de cargas pesadas.
Durante o período de bloqueio total, estimado em cerca de cinco meses, o DNIT assegura a travessia gratuita de veículos e pedestres por meio de balsa contratada, com funcionamento ininterrupto, 24 horas por dia.
A ampliação da capacidade da Ponte do Fandango é considerada estratégica para a logística regional, especialmente no escoamento de grãos, insumos e demais produtos. A estrutura conecta as regiões Central e do Vale do Rio Pardo às regiões Sul e Oeste do Rio Grande do Sul, além de integrar a rota de acesso ao Porto de Rio Grande, compondo ainda importante corredor de ligação entre a BR-290/RS e a RS-287/RS, rodovias que cruzam o Estado de leste a oeste.

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