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Cerca de 500 mulheres do MST ocupam área da Fepagro em São Gabriel

Um grupo de aproximadamente 500 mulheres ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou, na madrugada desta segunda-feira (9), uma área de cerca de 400 hectares pertencente à Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), no município de São Gabriel, na região da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. A mobilização integra a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, realizada entre os dias 8 e 12 de março em diversas regiões do país.

Foto: Comunicação do MST


De acordo com as informações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a mobilização faz parte das atividades do 8 de Março e tem como lema “Reforma Agrária Popular: enfrentar as violências, ocupar e organizar”. A iniciativa busca denunciar a paralisação da reforma agrária no Brasil e também cobrar a retomada das negociações de áreas destinadas a assentamentos e reassentamentos de famílias no Estado.

Segundo a integrante da Direção Nacional do MST, Lara Rodrigues, o movimento aguarda que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o governo estadual avancem nas tratativas para atender famílias acampadas e também aquelas atingidas pelas enchentes registradas no Rio Grande do Sul em maio de 2024.

A dirigente afirmou que a ocupação também tem o objetivo de demonstrar que o movimento aceita a proposta de destinar áreas da Fepagro para assentamentos, permitindo que famílias acampadas no Estado possam ser encaminhadas para a produção no local.

A área escolhida possui significado simbólico para o movimento, já que o município de São Gabriel é considerado histórico na luta pela reforma agrária no Estado. Atualmente, o município conta com cerca de dez assentamentos, que reúnem mais de 740 famílias dedicadas à produção de alimentos como leite, feijão, milho, arroz, mel e carne, além da participação em feiras locais.

Além da pauta agrária, o movimento também informou que pretende destinar parte da área para a criação de um espaço voltado ao acolhimento e à geração de renda para mulheres. A proposta inclui apoio a vítimas de violência e iniciativas produtivas que possibilitem autonomia econômica.

Durante a jornada de mobilizações, o movimento também levanta outras pautas relacionadas aos direitos das mulheres, como o combate ao feminicídio, a defesa da igualdade salarial e a valorização de políticas públicas de cuidado e proteção social.




* Com informações da Comunicação do MST

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