A tarifa de energia elétrica tende a ficar mais cara em 2026, com impacto direto no orçamento dos consumidores. A estimativa aponta que o aumento pode ficar acima da inflação, elevando o custo mensal da conta de luz.
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| Foto: Ilustrativa/ Reprodução/ Memória |
A projeção indica que a tarifa residencial poderá ter alta de 7,95%, enquanto a inflação prevista é de 3,95%, ampliando a diferença entre o reajuste e o índice inflacionário. O principal motivo está relacionado ao risco de períodos de estiagem, que reduzem o nível dos reservatórios e exigem o uso de usinas termelétricas, cuja geração é mais cara. Nesses casos, entram em vigor as bandeiras tarifárias amarela ou vermelha, que acrescentam valores extras na cobrança, segundo estimativa baseada em análise do setor elétrico.
Outro fator que contribui para o aumento é o peso dos subsídios incluídos na tarifa, pagos pelos próprios consumidores. Para 2026, estão previstos R$ 47,8 bilhões destinados à Conta de Desenvolvimento Energético, fundo utilizado para financiar descontos a famílias de baixa renda, produtores rurais e outros programas, de acordo com projeções do setor.
Especialistas apontam que o reajuste pode ser ainda maior caso o país enfrente um período mais seco ao longo do ano. Nesse cenário, com a adoção da bandeira vermelha no fim de 2026, a elevação pode chegar a até 12%, especialmente diante da possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño, que reduz o volume de chuvas em determinadas regiões.
Apesar das chuvas acima da média registradas no início do ano e dos níveis considerados satisfatórios nos reservatórios, o sistema elétrico permanece sob monitoramento, principalmente durante o período seco, quando a pressão sobre a geração de energia costuma aumentar.
Nos últimos anos, o custo da energia elétrica tem sido um dos principais fatores que pressionam o custo de vida. Em 2025, a tarifa residencial acumulou aumento de 12,31%, e, ao longo dos últimos 15 anos, o reajuste chegou a 177%, superando com folga a inflação registrada no mesmo período.
Além do impacto direto na conta mensal, o encarecimento da energia também influencia os preços de produtos e serviços, ampliando os efeitos sobre toda a economia e o orçamento das famílias.

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