A produção de grãos no Brasil atingiu um volume recorde em 2025, chegando a 346,1 milhões de toneladas. O resultado representa mais que o dobro do registrado em 2012, quando a colheita somou 162 milhões de toneladas, e integra a série histórica iniciada em 1975 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dentro do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, atualizado mensalmente.
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| Foto: FecoAgro/Divulgação |
Os dados indicam que, enquanto a produção avançou de forma expressiva ao longo de 13 anos, a área colhida teve crescimento proporcionalmente menor, de 66,8%, passando de 48,9 milhões de hectares em 2012 para 81,6 milhões de hectares em 2025. Esse desempenho reflete ganhos de produtividade obtidos ao longo do período, associados ao desenvolvimento de pesquisas agrícolas e à adoção de tecnologias mais avançadas no campo, de acordo com avaliação técnica divulgada pelo instituto.
Entre as culturas que alcançaram volumes inéditos em 2025 estão a soja, com 166,1 milhões de toneladas, o milho, com 141,7 milhões, além de algodão, sorgo e café do tipo canéfora, todos em patamares recordes. As condições climáticas favoráveis em importantes regiões produtoras também contribuíram para o resultado do ano passado.
Para 2026, a projeção oficial do IBGE indica uma leve retração na produção nacional de grãos, estimada em 339,8 milhões de toneladas, o que representaria queda de 1,8% em relação ao volume recorde de 2025. A redução prevista está associada principalmente às culturas de milho, sorgo e arroz, que partiram de uma base elevada no ciclo anterior e ainda dependem do andamento do plantio e do comportamento do clima ao longo do ano. O cenário de preços mais baixos e margens de lucro reduzidas também tende a influenciar as decisões de investimento dos produtores.
Apesar dessa expectativa, a estimativa atual aponta um recuo menor do que o previsto anteriormente, quando a redução projetada era de 3%. Em 2025, a região Centro-Oeste concentrou mais da metade da produção nacional, com 178,7 milhões de toneladas, seguida pelo Sul, com 86,3 milhões. Sudeste, Nordeste e Norte completaram a distribuição regional da safra.
Já a Companhia Nacional de Abastecimento mantém uma projeção mais otimista para 2026, estimando produção de 353,1 milhões de toneladas de grãos. A estatal ressalta que os números ainda são preliminares, pois parte das lavouras está em fase inicial de colheita e o calendário de plantio das demais safras segue até meados do ano, segundo a própria companhia.

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